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    <title>Lang-8 : tcha's Latest Journal Entries</title>
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    <description>tcha's latest journal entries</description>
    <copyright>Lang-8 Inc.</copyright>
    <pubDate>Tue Feb 14 13:11:59 UTC 2012</pubDate>
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    <title>tcha : Veni, vidi.....vici? (10)</title>
      <description><![CDATA[

O dia 12 de outubro é um feriado chamado de “Dia do esportes” no Japão.<br />Foi estabelecido para comemorar a realização das Olimpíadas de Tokyo no ano de 1964.<br /><br />Ainda eu era pequeninha, me lembro vagamente dessa época bastante antiga (em que os dinossauros podiam perambular) e das coisas tais como:<br />A chama olímpica percorreu o país inteiro e, na minha cidade, vi que um corredor passou num instante trazendo a tocha em frente dos olhos.<br />E os meus pais renovaram o aparelho de TV, assim como em muitas casas nesses dias.<br /><br />O país, em si, ficava muito desenvolvendo, construiu de um jacto a Torre de Tokyo, o caminho de trem bala e vários fundamentos sociais.<br /><br />Logo a sede das olimpíadas de 2016 será escolhida. Qual cidade você acha que ganhará?<br />Na verdade, me parece que os japoneses não mostram tanto interesse nesta notícia e até pensam que “Se ganhar, é venturoso. Se não, ainda assim está bem...” <br /><br />Como são as opiniões nacionais no Brasil? <br />Se o Rio for escolhida, todo o país ficará em grande festa com a copa do mundo, não é?<br /><br />Seja como for, vamos aguardar ansiosamente pela boa notícia!
<br /><br />Posted at Thu Oct 01 08:14:55 UTC 2009<br />]]></description>
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<pubDate>Thu Oct 01 08:14:55 UTC 2009</pubDate>
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    <item>
    <title>tcha : O agradecimento (4)</title>
      <description><![CDATA[

Oi pessoal, tudo bem? Muito obrigada por sempre ter ajudado a tcha, minha péssima dona. <br />Bom...escrevi uma cartinha de agradecimentos pela sua professora de português. No entanto, como tcha diz que não sabe corrigi-la (não serve para nada, hein?), poderia retocá-la por favor? Desde já muito obrigada!<br /><br />--------------------<br /><br />Professora C, muito obrigada por tudo o que ensinou à minha dona preguiçosa. Dava muito trabalho, não é?<br />Ela sempre diz que você é a luz que clareia o estudo de português, especialmente o do subjuntivo! <br />Pelo que vejo, “Aula excelente em cabeça dura, tanto bate até que educa”, miau! <br />Minha dona deverá sentir sua falta, mas eu tenho a certeza de que ela não deixa de estudar o português. <br />Professora, agradeço-lhe mais uma vez e desejo-lhe muita sorte para sempre. Ademais por favor mande um abraço aos seus cachorros!
<br /><br />Posted at Mon Sep 21 22:39:19 UTC 2009<br />]]></description>
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<pubDate>Mon Sep 21 22:39:19 UTC 2009</pubDate>
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    <title>tcha : Zoro zoro (um após outro sem parar) (4)</title>
      <description><![CDATA[

Era uma vez um pequeno “jinja” (templo xintoísta) desolado numa vileta. Ao lado disso, tinha uma lojinha e o casal velho, que morava, cuidava do santuário fazendo limpeza e oferecendo vela todos os dias.<br /><br />Um dia, de repente começou a chover torrencialmente e os passageiros se abrigaram na lojinha. Como a rua se tornou enlameada, todos quiseram par de “waraji”s (sandálias feitas de palhas de arroz) e logo todo o estoque foi vendido. Os velhinhos ficaram felizes e conversaram:<br /><br />-Que chuva benéfica! Acabaram todas as warajis! <br />-Será que isso é graças ao jinja?<br /><br />E aí, mais um transeunte entrou na lojinha e pediu um par de warajis.<br /><br />-Sinto muito senhor, as warajis já acabaram.<br />-Acabaram? Que pena....Ei, o que é aquilo?<br /><br />O velhinho levantou os olhos e viu que ainda tinha um par de warajis pendurado da trave.<br /><br />-Desculpe, senhor. Me enganei. Já vou pegá-lo...<br /><br />Ele tirou warajis e se surpreendeu bastante, porque outro par de warajis apareceu e desceu em seguida imediatamente. Por mais tirar, warajis nunca terminaram.<br /><br />Logo, o rumor do milagre das warajis correu na vileta. Um cabeleireiro invejou a sorte do vizinho, decidiu ir rezar o jinja e foi. Quando ele voltou para sua loja, viu que um monte de clientes estavam afluindo. “Que bom que o jinja já fez um favor de mim!” Ele ficou muito contente.<br /><br />-Aí está o chefe! Estou te esperando há muito tempo. Por favor faz a barba!<br />-Oi freguês, já vou.<br /><br />E logo que o cabeleireiro o barbeou, nasceu a barba nova imediatamente...
<br /><br />Posted at Sat Sep 12 06:00:18 UTC 2009<br />]]></description>
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<pubDate>Sat Sep 12 06:00:18 UTC 2009</pubDate>
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    <title>tcha : Diversas amabilidades (6)</title>
      <description><![CDATA[

Outro dia, num fórum japonês na internet, li um tópico titulado de “Encontrando uma pessoa chorando no trem (ou num lugar público), o que você fazer?”<br /><br />Como conclusão, a maior parte das opiniões disse que “se a pessoa chorar em silêncio, não vou fazer nada.” ”Vou fingir que não estou vendo.” <br />Além disso, umas pessoas disseram que “Vou lhe oferecer lenços de papéis sem dizer nada.” <br />E muita gente acrescentou que “Se eu fosse no lugar da pessoa, queria me deixar como estar.”<br /><br />Vocês acham que os japoneses são indiferentes? <br />É claro que a atitude pode mudar dependendo da pessoa ou da situação, mas achei que esses comportamentos são muito possíveis.<br /><br />Dizem que os japoneses não se intrometem muito na vida alheia, contudo, quando verem alguem, mesmo que seja desconhecido, chorando perto de si, naturalmente vão ficar preocupados com a pessoa. <br />E nessa altura, muitos japoneses pensam como “Na vida tudo acontece. Vou deixar ele/ela à vontade.” <br />Afinal, isso é uma maneira nipônica de exprimir a amabilidade.<br /><br />Esse tópico de fórum me lembrou de um video que assisti na aula de português há muito. Foi uma reportagem curta na TV, que tirou a prova de se o brasileiro ser um povo solidário ou não.<br />No video, um ator e uma atoriz sairam, e cada um estava andando e chorando alto na rua. Logo vários transeuntes se pararam e perguntaram o que aconteceu. Os atores fingiram que enfrentavam um problema sério. E então, os transeuntes tentaram conversar com eles, consolá-los e encorajá-los. <br />Isso tocou meu coração. Nem tudo o que disseram entendi, mas me convenceu que cada povo tem seu modo de exprimir a amabilidade e o carinho. <br /><br />Mas... ainda tenho uma dúvida. Como podem encerrar a conversa e ir embora, depois de acabar ouvindo tão graves circunstâncias particulares?
<br /><br />Posted at Sun Sep 06 11:26:24 UTC 2009<br />]]></description>
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<pubDate>Sun Sep 06 11:26:24 UTC 2009</pubDate>
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    <item>
    <title>tcha : Mesmo que fosse um polvo, nem tanto (6)</title>
      <description><![CDATA[

Desde há muito, não tenho saído de casa para fazer compras, fora para comprar alimentos e artigos de uso diário. Costumo comprar quase tudo o que é necessário: como livros, instrumentos de trabalho, roupas, bolsas, CDs e tal, via internet.<br /><br />Quando trabalho com computador, termino uma boa parte da tarefa e fico aliviada, ou ao contrário, quando os trabalhos não progridem e fico estressada, não posso deixar de pedir logo alguma coisa pela mesma máquina.<br /><br />Pode ser que eu seja meio viciada em compras. Em particular, o meu ponto fraco é bolsas. Cada vez que chega um pacote de bolsa nova, penso: “Acabei comprando de novo...” “Mesmo que fosse um polvo com oito braços, não precisaria de tantas bolsas” e até sinto uma mágoa: “Se não tivesse gastado tanto, teria poupado um pouco mais.” Mas que polvo bobo, não acham?<br /><br />Segundo um artigo de revista, as mulheres se dividem em dois grupos: as que gostam de comprar bolsas e as que preferem sapatos. Como é você, ou sua amiga? (Será que “desdita e caminho fazem amigas”?)
<br /><br />Posted at Fri Aug 28 10:18:02 UTC 2009<br />]]></description>
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<pubDate>Fri Aug 28 10:18:02 UTC 2009</pubDate>
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    <item>
    <title>tcha : "Todo mundo ao mesmo tempo... (7)</title>
      <description><![CDATA[

se mexe"....!?<br /><br />Nem que seja a música de Fernanda Abreu, a minha casa começou a balançar devagar como se fosse um barquinho. Eram 5 horas da manhã.<br />Eu parei de ler o jornal e olhei para o teto.<br /><br />"Nossa! É um terremoto...forte ou fraco?...Há muito tempo que tremeu tanto como este..."<br />Enquanto pensava nas coisas sem importância, o tremor parou.<br />A meu lado, a gatinha estava dormindo roncando.<br /><br />O Japão é conhecido como um país de terremoto. Dizem que todos os dias, em algum lugar do país, ocorrem uns terremotos que não se percebem. Por isso, tem um ditado: “Jishin (o terremoto), kaminari (o raio e o trovão), kaji (o incêndio), oyaji(e o pai)” (dão medo na vida.)<br /><br />Também dizem que um grande terremoto periódico deve acontecer no futuro  próximo. Segundo o observatório, o terremoto desta vez não tem nada a ver com isso. Mas pensando bem, será que é uma boa notícia?<br /><br />Tem mais um ditado japonês: “Tensai wa wasureta koro ni yatte kuru.(O desastre acontece quando nós acabamos esquecendo disso.)”<br />Porém, esta frase portuguesa é mais chocante para mim: “O desastre tarda, mas chega.”<br /><br />A música continua soando.<br />"E toda terra inteira quer balançar..."
<br /><br />Posted at Fri Aug 14 20:07:36 UTC 2009<br />]]></description>
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<pubDate>Fri Aug 14 20:07:36 UTC 2009</pubDate>
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    <item>
    <title>tcha : “Abóbora” e “Bobura” (8)</title>
      <description><![CDATA[

Aqui na região de Hokuriku onde eu moro (mais ou menos 300km de distância em linha reta de Tokyo), tem várias expressões interessantes no dialeto. Por exemplo:<br /><br />ネジ(Neji)、ねーじー(neejii)！<br />O parafuso não está!<br /><br />おっじゃ(Ojja)、おっじゃ(ojja)！<br />O filho (que não é herdeiro) está!<br /><br />そーけ(Sooke)、そーけ(sooke)け(ke)？<br />É mesmo? É uma peneira de bambu, hein?<br /><br />ネガ(Nega)、ねーが(neega)ねーが(neega)？<br />Será que não tem o filme negativo?<br /><br />しましまに(Shima-shima ni)、しまっしま(shimassima)！<br />Escolha o padrão listrado!<br /><br />Por favor tente usá-las se você tiver a oportunidade.<br /><br />E mais um. As pessoas idosas nesta região chamam “abóbora” de “bobura”. "Bobura” é a palavra vinda de português e tem sido transmitida por mais de 500 anos. Omitindo o son de “a” átona, que bom ouvido tinham os antepassados, vocês não acham? <br /><br />Acho que também tem muitas palavras típicas da sua região. Gostaria de aprender mais como é expressiva a língua portuguesa.
<br /><br />Posted at Tue Aug 04 20:45:21 UTC 2009<br />]]></description>
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<pubDate>Tue Aug 04 20:45:21 UTC 2009</pubDate>
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    <title>tcha : Aquecimento particular? (9)</title>
      <description><![CDATA[

Aqui na minha cidade, anda chovendo nestes dias e está quente e abafado! Como está o tempo aí na sua cidade?<br /><br />----------<br /><br />Comprei uma garrafa térmica, pois gostava do bonito xadrez vermelho. É de marca norte-americana, mas indicado “Made in Brazil” e o local da indústria: “Rio de Janeiro”.<br /><br />Ela veio à minha cidade lá do Brasil. Será que é carioca? É uma pena colocar o chá gelado dentro ela, se ela possa querer conservar o café carioca!<br /><br />Como sou calorenta, não agüento o calor de verão. E o que é pior dizem que a temperatura média do mundo vai ficando mais alta a cada ano. Talvez seja por causa disso, aqui temos menos neves nos invernos recentes.<br /><br />Meu pai diz: “Antigamente quando o trânsito ficava interrompido pela nevada grande, ia trabalhar de esqui.” Minha mãe diz: “Eu tirava sorvetes do freezer e os escondia dentro da neve para minha filha comilona (era eu!) não poder encontrar.” Essas brincadeiras já são passadas.<br /><br />Sem a neve, o inverno se tornaria mais agradável para viver. Mas por outro lado a falta da neve poderia causar a falta de água e má colheita, como fazer cair as pedras do dominó.<br /><br />A preocupação do aquecimento global não para por aí. A época do calor mais rigoroso está chegando. Eu vou precisar de algum lugar em que possa me fechar com gelos... que tal dentro da minha garrafa térmica?
<br /><br />Posted at Sun Jul 26 14:32:11 UTC 2009<br />]]></description>
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<pubDate>Sun Jul 26 14:32:11 UTC 2009</pubDate>
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    <item>
    <title>tcha : Apresentamos-lhes nossa dona (6)</title>
      <description><![CDATA[

Esta é a apresentação de mim que os meus gatinhos escreveram para algum site de SNS.<br />Mas quando e como eles estudaram o português?<br /><br />----------<br /><br />Nossa dona se chama Hisayo (pronuncia-se como "Ri, saio").<br /><br />Ela é redatora freelance. Trabalha em casa.<br />O escrever é seu ganha pão e nossa ração.<br />Na casa ela reina e nós governamos.<br /><br />Com muito trabalho a fazer, ela troca facilmente o dia pela noite como nós. Somos parecidos.<br />Com muito tempo sem fazer nada, ela dorme conosco o dia inteiro. Somos parecidos.<br /><br />E nós, os gatinhos, arranhamos ela na mão por vezes e ela arranha o português há muito anos. Somos quase parecidos?<br />Na opinião felina, resumindo, "tal dona, tal animal de estimação"!<br /><br />Bem, em todo o caso, muito prazer em encontrá-los/las!<br />Ah, quase iamos nos esquecendo, por favor dêem lições para melhorarmos o nosso português.<br />Obrigados e abraço sem as unhas, miau!
<br /><br />Posted at Sun Jul 19 06:03:03 UTC 2009<br />]]></description>
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<pubDate>Sun Jul 19 06:03:03 UTC 2009</pubDate>
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    <item>
    <title>tcha : Viciada em .....? (7)</title>
      <description><![CDATA[

Olá todos, tudo bem?<br />Por favor corrija a minha redação “rigorosamente” como sempre. (´ー｀)<br /><br />----------<br /><br />Eu tendo para deixar tudo para a última hora. Apesar de ter tempo suficiente, não estou com nenhuma vontade de fazer trabalho, serviço doméstico, lição de casa de aula de português, etc. <br /><br />E coloco a mão na massa à pressa em cima do prazo, faço as outras pessoas estarem com problema e arrependo-me muito por não tê-los começado mais cedo. Nesse momento sempre sentia-me como se estivesse no dia 31 de agosto, o último dia das férias de verão da escola no Japão, e não tivesse terminado as tarefas escolares.<br /><br />Sou viciada em comodismo? Por que não consigo corrigir meu mau hábito? Quando pensava nisso, encontrei “uma lei de Murphy” que dizia: “Se não existisse a última hora, nada seria feito.” Têm muita razão, não é? Mas será que eu vou refletir sobre mim com esse lema ou só ganhei uma desculpa conveniente?
<br /><br />Posted at Sat Jul 11 05:04:04 UTC 2009<br />]]></description>
<link>http://www.lang-8.com/56359/journals/189970</link>
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<pubDate>Sat Jul 11 05:04:04 UTC 2009</pubDate>
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    <item>
    <title>tcha : Toki-Soba (Hora de macarronada japonesa) (4)</title>
      <description><![CDATA[

Oi meus professores particulares pela internet, tudo bem?<br />Hoje postarei um “rakugo”.<br />Por favor o corrijam para ficar mais natural. (^ω^)<br /><br />----------<br /><br />Toki-Soba<br /><br />Antigamente vendiam várias comidas ligeiras puxando carrinhos de tenda pelas ruas.<br /><br />Uma noite, um homem mandou parar um carrinho de tenda de soba. (Soba é uma espécie de macarronada, cortada em fios longos e servida com sopa quente.)<br />Ele comeu soba gastando muitas palavras assim: “Que boa soba!” “Que sopa deliciosa!” “Que bom gosto é esta tigela!”, e por aí.<br /><br />Ao pagar a conta, ele disse para o dono do carrinho de tenda.<br />“Estou satisfeito. Quanto é?”<br />“São dezesseis mons. (Mon é antiga moeda japonesa.)”<br />“Então, por favor estende a mão aqui, vou contar as moedas.”<br />“Sim, senhor.”<br />“Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, que horas são?”<br />“Ah, são nove.”<br />“Dez, onze, doze, treze, quatorze, quinze e dezesseis. Obrigado. Até mais!”<br /><br />Outro homem estava ao lado do carinho, viu de cabo a rabo e pensou: “Como falou bastante aquele cara! Duvidei que ele fugisse sem pagar, pois puxou o saco de qualquer coisa. Mas ele pagou.《1,2,3...8, que horas são?》《São 9.》《10, 11....16.》Por que ele perguntou a hora nesse momento? ...Peraí! Ele roubou uma moeda! Que engraçado! Vou tentar fazer a mesma coisa.”<br /><br />O dia seguinte, ele mandou parar outro carrinho de tenda e pediu uma soba. Mas o que servida foi muito ruim: “Que soba ...cozinhada demais.” “Que sopa ....morna.” “Que tigela ...cheia de rachas.” Ele não pôde elogiar a soba de jeito nenhum.<br /><br />“Já chega desta soba! Quanto é?”<br />“São dezesseis mons.”<br />“Então, estende a mão aqui, vou contar as moedas.”<br />“Sim, senhor.”<br />“Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, que horas são?”<br />“Ah, são quatro.”<br />“cinco, seis, sete.....”
<br /><br />Posted at Sat Jul 04 07:23:06 UTC 2009<br />]]></description>
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<pubDate>Sat Jul 04 07:23:06 UTC 2009</pubDate>
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    <item>
    <title>tcha : Do mundo nada se leva? (4)</title>
      <description><![CDATA[

A notícia de felecimento de alguém, quer seja pessoa famosa quer não, deixou-me assustada e fez-me lembrar de várias coisas.<br /><br />----------<br /><br />Vocês sabem a palavra japonesa “ijime” (maus-tratos)?<br />Quando eu era aluna de escola de ensino fundamental, o termo ”ijime” ainda não foi popular. Mas existiam os maus-tratos na escola fazendo pouco de certas pessoas ou as afastando do grupo.<br /><br />Em nossa classe, um dia, um aluno brincou com outro pela sua aparência. “Eu disse apenas a verdade” foi opinião daquele aluno. Os colegas, incluindo eu, acharam que ele tinha razão e não era coisa tão grave.<br /><br />Mas logo que o professor encarregado da classe soube do acontecimento, ele ficou com muito raiva e deu uma bronca na classe: “Vocês não devem rir dos outros por causa das características físicas porque eles não conseguem mudar de jeito nenhum. Julgar alguém pela aparência física é ação vergonhosa. Eu não admito que a mesma coisa aconteça novamente na classe!”<br /><br />Nós alunos, por termos conhecido somente o lado calmo do professor, ficamos surpresos bastante. E entendemos que o que tinha acontecido na classe era algo tão ruim na sociedade.<br /><br />As crianças podem pensar as coisas mais profundo do que os adultos imaginam, mas de vez em quando lhes falta alguma parte de senso comum assim como nós na juventude. O nosso professor sabia que o mais importante é o primeiro passo.<br /><br />Dizem que “Do mundo nada se leva”.<br />Então pode-se deixar algo para o mundo?<br />O professor faleceu há muito. Mas até agora o que ele ensinou ainda está vivendo no meu coração.
<br /><br />Posted at Fri Jun 26 23:02:15 UTC 2009<br />]]></description>
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<pubDate>Fri Jun 26 23:02:15 UTC 2009</pubDate>
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    <item>
    <title>tcha : Você gosta de... (2)</title>
      <description><![CDATA[

Oi pessoal, tudo bem?<br />Hoje postei uma redação em relação à minha experiência.<br />Acho que o meu interesse pela língua portuguesa renovou com isso.<br /><br />----------<br /><br />Não tenho tido muitos amigos brasileiros, mas todos me deram boas lembranças.<br /><br />Um dia, encontrei dois irmãos que vieram trabalhar na minha cidade. Eles ficavam alegres com o meu português pobre e ao nos despedirmos sempre me diziam “Vá com Deus.”<br /><br />Depois de alguns meses, eles precisaram voltar ao Brasil. No dia da partida, nós conversamos esperando um carro para levá-los ao aeroporte ...conversamos não, os irmãos falaram e eu não me atrevi a falar em mau português.<br /><br />De repente, o irmão mais novo me disse que o meu modo de pronunciar  “gosta” estava errado. Errado? Onde? Por que ele me apontou tal coisa neste momento? Apesar de estar em muita dúvida, eu pronunciei “gosta” muitas vezes, mas eles não disseram que sim com isso. Por mais que eu tentasse, não sabia o que fazer e fiquei confundida. Já ninguém ria.<br /><br />Finalmente, o irmão mais velho sugeriu que prolongasse a sílaba de “gos”. “Gos, gooos, goooooos...gosta.” “Está certo! Você conseguiu.”<br /><br />Pensando bem agora, eu pronunciava como se fosse “gostaaa” e isso deveria ser feio e irritante ao ouvido deles. Mas pode ser que eles tomassem cuidado para não ofender uma estrangeira estudando português. Eles poderam voltar ao seu país fingindo não terem percebido nada, mas me ajudaram em cima da hora de deixar o Japão.<br /><br />Não tive tempo suficiente para agradecer-lhes e já chegou a hora de partir. Foi a minha vez de dizer “Vão com Deus.” para os amigos caridosos.<br /><br />Desde então, eu peço “Por favor, corrija o meu português sem dó nem piedade.” para os que encontro. E você, você gosta de pegar leve ou pegar pesado comigo?
<br /><br />Posted at Sat Jun 20 06:40:43 UTC 2009<br />]]></description>
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<pubDate>Sat Jun 20 06:40:43 UTC 2009</pubDate>
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    <item>
    <title>tcha : O prato do gato (1)</title>
      <description><![CDATA[

Olá, pessoal. Tudo bem?<br /><br />Aqui está um “rakugo (conto cômico japonês)”.<br />Poderia o corrijir sem indulgência (^-^;), por favor?<br />Obrigada pela sua ajuda desde já!<br /><br />----------<br /><br />O prato do gato<br /><br /><br />Certa vez um antiquário viajou pelo país procurando uma descoberta boa.<br /><br />Quando ele descansou numa tenda de chá, viu um gato comendo sua ração.<br />E levou um susto, pois o prato do gato era muito antigo e valioso.<br /><br />O antiquário pensou: “Por que o dono da tenda de chá usa um prato tão caro para seu gato? Pode ser que ele não saiba o valor disso.”<br />Ele decidiu pechinchar o prato sem o dono perceber.<br /><br />“Obrigado pelo chá, vou embora... Ah, que bonito é este gatinho!  Minha mulher sempre quer ter um gato. O senhor me venderia esse gato por favor?”<br /><br />"É difícil, pois o gato é meu preferido.”<br /><br />“Não se preocupe. É claro que eu compenso. Vou lhe pagar 10,000 ienes (mais ou menos 100 dólares). Não acha que é um negócio bom?"<br /><br />“Se você insiste tanto, ele é seu."<br /><br />"Certo? Muito obrigado! Ah, acho que ele vai precisar dum prato. Posso levar esse prato também?"<br /><br />"Não, senhor, este prato não dá."<br /><br />"Não dá? Por quê?"<br /><br />"Não sei o porquê, mas toda vez que eu estou usando este prato, sempre aparece turista querendo comprar meu gato por 10,000 ienes."
<br /><br />Posted at Sun Jun 14 19:41:16 UTC 2009<br />]]></description>
<link>http://www.lang-8.com/56359/journals/172061</link>
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<pubDate>Sun Jun 14 19:41:16 UTC 2009</pubDate>
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    <item>
    <title>tcha : Coelho na Lua (6)</title>
      <description><![CDATA[

Dá para entender esta história antiga japonesa?<br />Se fosse você, como escreveria?<br />Obrigada pela sua correção antecipadamente.<br /><br />----------<br /><br />Coelho na lua<br /><br /><br />Era uma vez três animais: um raposo, um macaco e um coelho que moravam juntos.<br /><br />Um dia, eles encontraram um homem idoso.<br /><br />Como o homem estava muito cansado e com muita fome, os animais foram buscar comida para ele.<br /><br />Logo, o raposo trouxe peixe, o macaco voltou com nozes, mas o coelho não conseguiu trazer nada, pois ele era fraco e tímido.<br /><br />O raposo e o macaco estavam com raiva do coelho. Disseram: “Você não quer ajudar o velhinho?”<br /><br />O coelho triste, pensando algo, pediu-lhes para fazer uma fogueira e foi procurar comida outra vez. Daí a pouco, ele voltou de mãos abanando e disse: “O senhor, por favor coma minha carne.” Pulou no fogo e morreu.<br /><br />O homem idoso chorou e teve o coelho nos braços: “O raposo e o macaco são muito bons animais, mas o coelho é especialmente amável.”<br /><br />Na verdade, o idoso era a divindade budista. Ele colocou o coelho na lua para todo mundo poder lembrá-lo para sempre.<br /><br />É porque vêem a imagem do coelho na lua.
<br /><br />Posted at Wed Jun 10 03:53:41 UTC 2009<br />]]></description>
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<dc:creator>tcha</dc:creator>
<pubDate>Wed Jun 10 03:53:41 UTC 2009</pubDate>
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